sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mercado Mundo Mix no Castelo de São Jorge


Mais de 100 expositores, uma banca de abraços, uma exposição de bio-arte e sessões da "artjamming" integram o cartaz da 21ª edição do "Mercado Mundo Mix", que decorre de hoje a domingo no Castelo de São Jorge.

Criado em 1994 no Brasil e estreado em Portugal em 2003, o evento multicultural da empresa Comisc Chilli já recebeu mais de dois milhões de visitantes, em locais como Lisboa, Porto, Coimbra, Cascais ou Lagos.

O objectivo divulgar novos talentos nas áreas da moda, música, artes gráficas e multimédia, apoiando o lançamento de novos produtos, marcas, comportamentos e nomes, como os dos estilistas Ricardo Preto e Storytailors.

A edição deste fim-de-semana, que decorre das 12h00 às 22h00, conta com mais de 100 expositores de lojas de roupa, acessórios, artesanato ou plantas, entre outras, uma "oficina de sonhos" para os mais novos, um espaço de divulgação do Instituto Português da Juventude e um desfile de novos criadores de moda do Brasil: Karim Feller, Gustavo Silvestre, Ianine Soraluze, João Pimenta e Milena Hamaní.

Segundo o programa divulgado pela organização, vai haver também animação numa área "lounge", sessões DJ de vários géneros musicais, o lançamento de um concurso de fotografia Lomo, uma banca de abraços e "narizes de palhaços" em troca de um contributo para os "doutores palhaço" da Associação Nariz Vermelho e sessões de "artjamming", em que o público explora o lado lúdico da pintura e leva a sua obra para casa.

O Castelo é ainda palco de exposições de múltiplas linguagens artísticas, do desenho ao "vídeo art", incluindo uma mosta de bio-arte resultante de uma parceria entre artistas, o Instituto Gulbenkian da Ciência e a Associação Viver a Ciência.

Hotel Eco-Eficiente no Estoril


A freguesia de Alcabideche, perto do Estoril, vai receber em 2011 o primeiro hotel cujo conceito assenta na eco-eficiência, num investimento global estimado em 40 milhões de euros.

O projecto é da responsabilidade da empresa J. Vasconcelos Marques Arquitectos que teve como principal objectivo criar um conceito diferente do habitual e ao mesmo tempo ecológico. "Com este projecto queremos marcar a diferença e, ao mesmo tempo, ter uma atitude pedagógica", disse à agência Lusa o responsável da empresa, João Vasconcelos Marques.

Trata-se de um projecto pioneiro em Portugal, em termos de reciclagem dos circuitos de água e de energia, utilizando métodos ecológicos de construção com materiais reciclados. João Marques explicou que o projecto tem como objectivo criar no concelho de Cascais, um "edifício que fez tudo por tudo para que não houvesse desperdícios".

O "Hotel Mundial Estoril Resort & Spa" vai situar-se em frente à Quinta Patino, em Alcabideche, com uma capacidade de acolhimento para 500 pessoas, que podem ficar instaladas em 250 quartos.

João Marques mostrou-se satisfeito com o facto de a Câmara Municipal de Cascais ter emitido a licença para construção sem condicionantes, adiantando que a abertura ao público está agendada para 2011.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Serralves: Manoel de Oliveira, Matosinhos e Em Festa


O presidente da Fundação de Serralves, António Gomes de Pinho, disse à agência Lusa, no Porto, que a instituição está empenhada na negociação destinada a pôr a Casa do Cinema Manoel de Oliveira ao serviço da cultura.

António Gomes de Pinho disse que «as negociações continuam, mas o projecto pressupõe a convergência entre várias entidades, em primeiro lugar o realizador e a sua família, a Câmara do Porto, proprietária do espaço, e o Ministério da Cultura, que está muito empenhado em viabilizar o projecto.

O responsável reafirmou que a Fundação vai fazer de tudo para que a Casa do Cinema Manoel de Oliveira possa ser restituída à comunidade.

Entretanto, João Fernandes, director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves avançou que a próxima fase de crescimento da instituição é o pólo multifuncional Serralves 21, a construir em Matosinhos nos próximos três anos, com um custo estimado de 25 milhões de euros.

João Fernandes explicou que o projecto Serralves 21 nasceu da necessidade premente e imperiosa de criar espaço para o crescimento da colecção, porque o espaço que existe já não chega para a colecção, e a Fundação já está mesmo a alugar outros espaços para acolhê-la.

As reservas (a zonas de armazenamento) de Serralves estão preparadas para acolher obras de arte, mas são insuficientes para a actual colecção, com mais de 1500 obras a que se somam trabalhos em papel, fotografias e filmes, que exigem condições específicas de armazenamento.
Este ano, o Serralves em Festa (vão ser 40 horas non-stop de actividades) comemora também os 20 anos da Fundação e os dez anos do Museu de Arte Contemporânea e acontece este fim-de-semana.

O duplo aniversário é assinalado com a primeira grande exposição daquilo que Serralves tem vindo a coleccionar durante estes dez anos e define-se como o ponto alto da 6ª edição da festa. Segundo o João Fernandes, director do museu, o acervo vai ocupar a área expositiva completa do museu a partir de 29 de Maio, sexta-feira.

O festival instala-se no fim-de-semana de 30 e 31 (sábado e domingo) enchendo todos os cantos de Serralves com mais de 80 actividades, cerca de 400 artistas e 200 momentos de apresentação. A realização, no sábado, de um grande baile popular é outra das novidades.

Um dos destaques desta edição é a estreia em Portugal do Circo da Tunísia, com um espectáculo que evoca a identidade de uma população migrante através de um jogo de acrobacias cantadas.

Na música, o Serralves em Festa terá como cabeça de cartaz os já anunciados A Certain Ratio.

Na área das artes performativas, o Serralves aposta em trazer três coreografias da Companhia Instável e a nova criação de Joana Providência, “Bichos”, uma interpretação das narrativas de Miguel Torga em formato de teatro de rua. No cinema, vão ser privilegiadas as experiências dos novos criadores do Porto.

Ciclo «Soundtracks» arranca hoje no MusicBox


O ciclo «Soundtracks» começa esta quinta-feira no MusicBox, em Lisboa, no âmbito das Festas de Lisboa. O objectivo é reflectir sobre a importância das músicas e dos sons nas obras e nos processos criativos.

«Como um género musical caracteriza uma determinada estética numa determinada época» é o mote do primeiro dia. Reflectem os Cais do Sodré Funk Connection com uma selecção de temas funk dos anos 60 e 70, tão presentes em obras de Russ Meyes e filmes como Shaft. O filme-concerto, que é projectado às 23:00 horas, é ilustrado com um trabalho de imagem da equipa Droid ID.

No segundo dia (sexta-feira), está na mesa «A Importância da banda sonora na leitura e no ritmo de um filme», contando com Nuno Rebelo, Tó Trips, Alexandre Soares e Flak. É criada uma banda sonora original para o filme «The Man With the Movie Camera», de Dzige Vertov.


No terceiro dia, sábado, está em destaque «O realizador caracterizado pelo seu universo musical», em que o grupo Tacones Lejanos, formado de propósito para o evento, revisita o universo musical do realizador espanhol Pedro Almodôvar.

125 Anos do Jardim Zoológico de Lisboa


O Jardim Zoológico de Lisboa comemora, hoje, o seu 125º aniversário, mas as celebrações já começaram e prolongam-se por Junho. O mais antigo zoo da Península Ibérica continua a ser uma ilha de vida selvagem no coração de Lisboa e não pensa em mudar-se.

Este cenário já foi colocado no passado, nomeadamente quando se falou em construir um parque de diversões que viria a substituir a "defunta" Feira Popular, mas agora a administração garante que este é um espaço com muitas memórias, não estando prevista uma mudança de local, e destaca que uma das grandes mais-valias do Jardim Zoológico de Lisboa é, precisamente, a sua localização central. Fernando Salema Garção, administrador do zoo, salienta a acessibilidade, pela rede de transportes disponíveis.

Em resposta a perguntas enviadas por e-mail, o administrador do zoo de Lisboa lembra que a missão dos jardins zoológicos foi sofrendo reais alterações ao longo do tempo: hoje, eles não são apenas locais onde se pode ver animais exóticos; assumem um papel activo e fundamental na protecção e reprodução das espécies, funcionando como instituições vivas e em movimento. E é nesse sentido que tem evoluído a acção do parque.

O Jardim Zoológico de Lisboa tem apresentado resultados muito interessantes no capítulo da reprodução em cativeiro de espécies ameaçadas. O clima "universal" de Lisboa, mas também a qualidade das instalações e do pessoal, que potenciam o bem-estar dos animais, explicam estes sucessos. Entre os mais significativos contam-se o nascimento de uma girafa-de-angola (existem apenas cerca de 20 exemplares em cativeiro) em 2007, a primeira inseminação artificial bem sucedida na Europa de um tigre-da-sibéria (1997) ou o nascimento recente de crias de leopardo-da-pérsia, gibão-de-mãos-brancas, lémure-de-cauda-anelada, chimpanzé ou suricata.

A cooperação e intercâmbio com outros parques permite ir aumentando as espécies exibidas, mas também participar em programas fora de portas. O zoo de Lisboa está presente em várias acções, destacando-se a exploração de 1500 hectares de floresta em Madagáscar, com o intuito de reabilitar a fauna local, construir um eco-resort e envolver as populações locais no processo. Incluído em 66 programas europeus para espécies em perigo, o parque português coordena o do saguim-imperador.

De vez em quando, em vez de importar, o zoo exporta animais. E já o fez reintroduzindo no seu habitat natural animais criados em cativeiro. O caso mais emblemático foi o de um rinoceronte-preto fêmea, a Shibula, que foi reintroduzido em 1990 na África do Sul. Hoje, está no seu habitat natural e já teve diversas crias.

Dentro de portas, o esforço maior vai no sentido de dotar o parque de instalações cada vez mais "simpáticas" para os residentes, também uma forma de enriquecer a experiência proporcionada aos visitantes. Estes, sempre com as crianças na primeira linha (destinatárias da mensagem da importância da conservação da natureza), dispõem de um leque de atracções diversificado e de fácil acesso.


Passados 125 anos sobre a criação do parque idealizado e estruturado pelo holandês Van der Laan e pelos portugueses Bento de Sousa, Sousa Martins e May Figueira, o zoo continua a modernizar-se, mesmo se isso implica que haja sempre uma qualquer zona do parque transformada em estaleiro de obras.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Museu Hergé


Os amantes de banda desenhada têm a partir da próxima semana mais uma razão para visitar a Bélgica, com a inauguração de um museu dedicado à vida e obra de um dos seus maiores artistas, Hergé, o «pai» de Tintim.


Concebido pelo arquitecto francês Christian de Portzamparc, que se inspirou para o efeito na obra do desenhador belga, o museu, situado em Louvain-la-Neuve, nos arredores de Bruxelas, abre as portas ao público a 2 de Junho, dois anos após o lançamento da primeira pedra, a 22 de Maio de 2007, data do centenário do nascimento de Georges Remi, aliás, «Hergé».


O objectivo do museu é permitir aos visitantes penetrar no mundo de Hergé, descobrir a sua vida, o que amava, as suas viagens, os animais de que gostava, a sua paixão por carros e, sobretudo, o homem multifacetado que era Georges Remi, autor de muitos trabalhos artísticos além das famosas aventuras de Tintim.


Idealizado por Fanny Rodwell, segunda mulher de Hergé (que dirige actualmente, com o marido Nick Rodwell, o impressionante património do "mundo" Hergé), o museu inclui objectos pessoais de Georges Remi, fotografias familiares e, sobretudo, pranchas e desenhos originais, nada menos que 800, cerca de 80% dos originais do desenhador.


Devido à fragilidade dos documentos expostos (o papel e a tinta são particularmente sensíveis à exposição à luz), vai haver uma rotatividade das peças expostas, todos os quatro meses.

Quem quiser ver o interior do edifício de três pisos, com uma área de 3.600 m2, que abriga oito salas de exposições permanentes e uma sala de exposições temporárias, terá assim de se deslocar mesmo à cidade universitária de Louvain-la-Neuve, que a partir de Junho deve passar a atrair muitos mais visitantes.


Laurent de Froberville, director do Museu, diz que as estimativas apontam para 200.000 visitantes por ano, mas não fica surpreendido se "a reputação de Hergé" atrair um número ainda superior. O responsável admite que a mais conhecida criação de Hergé, Tintim, está presente porque é a maior obra de Hergé, mas os visitantes vão ter ainda oportunidade de encontrar outras personagens, menos conhecidas mas que também são muito interessantes, assim como conhecer os diferentes trabalhos de Georges Remi, designadamente enquanto publicitário.

Twitter no Cinema


O Twitter, o serviço de micro-blogging que se tornou num fenómeno nos últimos meses, vai ter direito a uma série de televisão nos Estados Unidos.

Ainda são conhecidos poucos detalhes, mas sabe-se que andará à volta de pessoas vulgares que perseguem famosos e relatam todos os seus passos via Twitter.

O conceito foi criado pela novelista Amy Ephron, irmã de Nora Ephron, realizadora de "Sintonia do Amor", e será produzido em conjunto pela Reveille (que adaptou os conceitos de “The Office” e “Ugly Betty” para a TV americana) e pela Brillstein Entertainment Partners.

Jon Liebman, um dos produtores da Brillstein envolvidos no projecto disse ter sido encontrada uma forma interessante de trazer o imediatismo do Twitter para a televisão.