quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Arquitecta Van Loon em Portugal



A arquitecta Ellen van Loon, do atelier holandês OMA, vai proferir, a 17 de Fevereiro, em Lisboa, uma conferência internacional no quadro da iniciativa “Distância Crítica”, organizada pela Trienal de Arquitectura.
A conferência de Ellen van Loon (que, desde 1998, juntamente com Rem Koolhaas, é um dos pilares do premiado atelier OMA, autor da Casa da Música, no Porto) está prevista para as 19h00, de 17 de Fevereiro, no Centro Cultural de Belém.

“Cartas de Guerra” em Berlim




A longa-metragem “Cartas da Guerra”, do realizador português Ivo M. Ferreira, feita a partir de cartas do escritor António Lobo Antunes, integra a competição oficial do festival de cinema de Berlim, revelou a produtora e a organização.
O festival, que decorre em Fevereiro, revelou os nove filmes que vão competir pelo Urso de Ouro e entre eles figura a longa-metragem de Ivo M. Ferreira, que é uma adaptação do livro “D'este viver aqui neste papel descripto”. O livro, organizado por Maria José e Joana Lobo Antunes, reúne cartas de António Lobo Antunes, escritas no período em que serviu o exército português na guerra colonial.
No filme de Ivo M. Ferreira, que tem estreia mundial em Berlim, Miguel Nunes e Margarida-Vila Nova são os actores principais.
Cartas da Guerra” só estreia nos cinemas portugueses no segundo semestre deste ano.
O Festival Internacional de Cinema de Berlim decorre de 11 a 21 de Fevereiro e a programação completa é anunciada a 2 do mesmo mês.

10ª BDTECA - Mostra de Banda Desenhada de Odemira até Março




Um concurso nacional, exposições, mostras documentais e a publicação de um catálogo com trabalhos distinguidos marcam a 10ª BDTECA - Mostra de Banda Desenhada de Odemira, a decorrer até final de Março. A BDTECA, promovida pela Câmara de Odemira, em parceria com a Sopa dos Artistas - Associação Local de Artistas Plásticos, decorre na Biblioteca Municipal daquela vila do distrito de Beja.
Segundo o município, a BDTECA pretende divulgar a banda desenhada entre os públicos juvenil e adulto, estimular a criatividade e afirmar Odemira como um dos principais centros de desenvolvimento daquele género artístico na região e no país.
O Concurso de Banda Desenhada, que marca o início das actividades da 10ª BDTECA, destina-se a todas as pessoas com 16 ou mais anos, que devem entregar os trabalhos concorrentes até ao dia 12 de Fevereiro.
Cada concorrente pode apresentar mais do que um trabalho, desde que os envie separadamente e com pseudónimos diferentes, sendo que cada trabalho deve ter um máximo de 4 pranchas de banda desenhada de tema livre, originais, inéditas, em língua portuguesa e formato A3.
As mostras documentais de banda desenhada, de vários temas e autores, vão estar patentes ao público na Biblioteca Municipal de Odemira entre os dias 2 e 27 de Fevereiro.
A mostra inclui a exposição de ilustração do livro “O Espirro do Dragão”, de Aida Teixeira e Carlos Rocha, que vai poder ser apreciada entre os dias 3 e 27 de Fevereiro.
No dia 18 de Fevereiro, são apresentados livros de Aida Teixeira e Carlos Rocha.
No dia 5 de Março, é publicado o terceiro catálogo “Odemira-te”, que inclui uma compilação dos trabalhos distinguidos entre 2011 e 2015 pelo Concurso de Banda Desenhada da BDTECA.
Também no dia 5 de Março, são entregues os prémios e é inaugurada a exposição dos trabalhos da edição deste ano do Concurso de Banda Desenhada da BDTECA, que fica patente ao público até ao dia 31 de Março.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Morreu Gabriel García Marquez


Gabriel García Marquez, de 87 anos, distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 1982, que morreu hoje na Cidade do México, não publicava desde 2010, quando foi dado à estampa "Yo no vengo a decir un discurso" ("Eu não venho dizer um discurso").

O autor de “Cem anos de solidão”, que os amigos tratavam por “Gabo”, tinha anunciado em 2009 que se retirava, e o livro publicado no ano seguinte, reuniu apenas material disperso das suas alocuções em público, as quais iniciava invariavelmente com a frase “Eu não venho dizer [fazer] um discurso”, informou na altura a editora Mondadori.

Em 2012, o seu irmão Jaime García Marquez dava conta de que lhe tinha sido diagnosticada uma demência, que perdera a memória e que o autor de "Cem anos de solidão" não voltaria a escrever.

Memória das minhas putas tristes”, editado em 2004, é assim o último livro de ficção de um autor de causas, que nunca escondeu simpatias, nomeadamente pelo regime cubano de Fidel Castro. O romance sucedeu a “Do Amor e outros demónios”, publicado dez anos antes.

"Gabo", no verão de 1975, visitou Lisboa, para ver de perto a revolução que se desenrolava, e sobre a qual escreveu três reportagens para a revista "Alternativa", por si fundada.

A um amigo, o jornalista Juan Gossaín, escreveu um postal com o Tejo em que dizia: “Lisboa é a maior aldeia do mundo. Quando chegar, conto-te desta revolução”, recordou ao Diário de Notícias, o destinatário.

A sua bibliografia é de pouco mais de 30 títulos, entre romances, novelas, crónicas, material jornalístico e uma autobiografia, "Vivir para contarla" ("Viver para contar"), de 2002, tendo sido também argumentista com o seu amigo, o escritor mexicano Carlos Fuentes.

O amor em tempos de cólera”, “Notícia de um sequestro”, “O outono do patriarca”, “Ninguém escreve ao coronel” são alguns dos seus títulos na área de ficção, tendo García Marquez sido distinguido com vários prémios, entre os quais o Romulo Gallegos, Neustadt de Literatura e o Nobel.

O discurso que leu em Estocolmo quando recebeu o Nobel de Literatura, em 1982, "A solidão da América Latina", tornou-se um texto de referência da sua obra literária.

O escritor era apontado como um dos expoentes da denominada corrente literária “Realismo Mágico", de que o seu livro “Cem anos de Solidão” é paradigma.

Em 2010, quando editou “Yo no vengo a decir un discurso", em comunicado afirmou: "Lendo estes discursos, redescubro como mudei e fui evoluindo como escritor".

Natural de Aracataca, na Colômbia, onde nasceu no dia 06 de março de 1927, ficou a viver nesta cidade com os avós, quando os pais se mudaram para Barranquilla.

O avô era o coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía, um veterano da Guerra dos Mil Dias, e a sua avó, Tranquilina Iguarán. Segundo especialistas da Literatura, estes exerceram forte influência nas histórias do autor, destacando-se as personagens de "Cem anos de Solidão".

Em 1947, García Márquez mudou-se para Bogotá para estudar Direito e Ciências Políticas, curso que abandonou, mudando-se para Cartagena de las Indias e empregando-se como jornalista no colombiano El Universal.

Fez parte ainda, entre outras, das redações do El Heraldo e do El Espectador.

"La Hojarasca" foi o seu primeiro romance, publicado em 1955, já depois de casado, e de ter vivido nos Estados Unidos, onde foi espiado pela CIA, dadas as suas simpatia pelo regime de Havana.

Em 1961 publicou o segundo romance, "Ninguém escreve ao coronel", editado originalmente em português pelas Publicações Europa-América, a primeira editora do escritor em Portugal, antes da Publicações D. Quixote.

A Asa ("Relato de um náufrago") e a antiga editora livreira do semanário O Jornal, com as primeiras traduções de "A aventura de Miguel Litín, clandestino no Chile" e "Crónica de uma morte anunciada", foram outras chancelas de García Márquez em Portugal.

Desde os inícios da década de 1960 que Gabriel García Márquez vivia no México, onde, em 1994, criou, com um irmão, a Fundação do Novo Jornalismo Iberoamericano.


Fonte: Lusa

segunda-feira, 14 de abril de 2014

"The Walking Dead": Os DVDs




Na televisão acabou, no final de Março, a quarta temporada da série “The Walking Dead”. No mercado dos DVDs encontram-se disponíveis a três caixas das três temporadas anteriores.

Quanto ao enredo...
Em “The Walking Dead” acompanhamos o agente Rick Grimes do Xerifado, que depois de numa perseguição a alguns marginais acaba ferido e em coma num hospital. Quando Rick acorda do coma, percebe que o hospital onde deu entrada está aparentemente vazio... foi abandonado.

Conforme tenta perceber o que aconteceu, Rick descobre que o mundo, tal como conhecia, já não existe. Tudo foi devastado por uma epidemia zombie, de proporções apocalípticas, e muito poucos são os que sobreviveram. Rick não sabe o que aconteceu à sua mulher e ao seu filho. Apenas sabe, por alguns indícios, que eles fugiram.

Entretanto, nos arredores da cidade de Atalanta, um pequeno acampamento de humanos, luta pela sobrevivência, mas os mortos vivos rondam à espera.

Em “The Walking Dead”, um grupo de humanos, liderado por Rick Grimes, tenta sobreviver neste novo mundo aterrador. E será que vão conseguir?



Este acaba por ser o ponto de partida desta saga que nos leva a um mundo aterrador, onde os nossos heróis (ou anti-heróis, se preferirem), são forçados a sobreviver e a temer mais do que os zombies, os vivos, pois as regras são feitas por cada um... e isso quando há regras.

Rick Grimes vê-se forçado a ter de fazer de tudo (inclusivamente, a ter de tomar decisões difíceis e até, nalguns casos, questionáveis moralmente) para garantir não só a sua sobrevivência, como a sobrevivência do grupo de pessoas que considera já como família.

Esta série começou por ser realizada por Frank Darabont, cineasta conhecido por filmes como “Os Condenados de Shawshank” ou “À Espera de um Milagre” a partir da banda desenhada com o mesmo nome de Robert Kirkman.

“The Walking Dead” é uma série muito bem feita, que mantém pormenores técnicos relevantes como a cor sépia da película e algum grão na imagem, a opção por certos ângulos e enquadramentos, entre outras coisas, que acabam por ser fundamentais para criar um maior impacto visual à história, muito bem contada, e que acabam também por fazer jus à banda desenhada original, de Robert Kirkman.

Destaque também às interpretações de actores como o britânico Andrew Lincoln que veste a pele do protagonista Rick Grimes, Jon Bernthal, David Morrissey, Sarah Wayne Callies, Laurie Holden, Jeffrey DeMunn e Steven Yeun, Chandler Riggs, Norman Reedus, Mellissa McBride, Lauren Cohen e Scott Wilson, entre outros.

“The Walking Dead” vai já na sua quarta temporada, mas tem disponíveis em DVD, as 3 primeiras temporadas. São 3 caixas que além dos episódios estão repletas de extras, que vão desde “making of”, passando por cenas eliminadas, “web-episodes”, trailers e outros pequenos documentários. Todo um mundo para explorar.

Por tudo isto, “The Walking Dead” é uma série que se recomenda vivamente.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Descoberto espólio de Francisco Arruda Furtado



Um espólio contendo desenhos e manuscritos inéditos do naturalista Francisco Arruda Furtado, famoso cientista português que manteve correspondência com Charles Darwin, foi descoberto numa gaveta do Museu de História Natural de Lisboa. De acordo com Marta Lourenço, coordenadora da equipa de investigadores que analisa o espólio encontrado, em declarações à agência Lusa, esta é uma descoberta sem precedentes, um conjunto fabuloso de desenhos e manuscritos de Francisco de Arruda Furtado, originário dos Açores.

A obra documental, que cruza várias áreas, desde História, Malacologia (o ramo da Biologia que estuda moluscos) e Antropologia, estava fechada à chave numa gaveta da biblioteca, na sala do Conselho Escolar, onde durante 4 séculos de existência do museu sempre se reuniram os professores da antiga Escola Politécnica portuguesa, pertencente à Universidade de Lisboa.

Francisco Arruda Furtado, tido como um dos maiores naturalistas portugueses de todos os tempos, trabalhou cerca de 3 anos no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, a partir de 1884, antes de morrer, aos 33 anos, em Junho de 1887, deixando uma produção científica muito activa para a época.

A equipa de investigadores que analisa os documentos agora descobertos ignora a data em que o material entrou no museu, mas acredita que o mesmo tenha escapado ao incêndio que atingiu o edifício em 1978.

Há anos o museu descobriu correspondência entre Arruda e Charles Darwin, o naturalista britânico que defendeu a teoria da evolução das espécies através da selecção natural. Para analisar o espólio, o museu criou uma equipa multidisciplinar, composta por historiador, conservadores, restauradores, arquivistas, ilustrador científico e especialistas ligados à parte digital, por considerar que a descoberta é mais do que um conjunto de desenhos. Do ponto de vista histórico, as descobertas vão valorizar um cientista bastante importante no seu tempo e na própria história da ciência portuguesa, sobretudo da história da história natural portuguesa. Ele acaba por ser pioneiro em termos de estudos de antropologia Física, da própria Defesa, na Didática da teoria da evolução.

Os inéditos de Francisco Arruda Furtado vão ser exibidos ao público em Portugal a partir Setembro e, depois, ao mundo, através de um portal, quando a equipa finalizar o processo de catalogação dos documentos, parte da tarefa do projecto que está a ser financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Mas, já em Maio, o poeta português João Miguel Fernandes Jorge vai apresentar 30 desenhos inéditos de Arruda Furtado numa exposição a decorrer no Museu Carlos Machado, nos Açores.

33º festival teatral Fazer a Festa arranca a 24 de Abril




 A 33ª edição do festival teatral Fazer a Festa, que se realiza de 24 de Abril a 4 de Maio, vai contar com 19 companhias de quatro países, revelou a organização.

O director do Teatro Art'Imagem, José Leitão, na conferência de imprensa de apresentação da 33ª edição do Fazer a Festa, explicou que o festival vai ter uma programação de afirmação por ser um evento cultural que não quer morrer. O teatro está vivo e actuante apesar da crise. Ao Porto vêm companhias de 3 continentes diferentes e de vários distritos de Portugal.

Este é um Festival Internacional de Teatro que se realiza nas cidades do Porto e de Matosinhos. Esta edição do Fazer a Festa conta com 33 espectáculos de 19 companhias de quatro países diferentes: 11 portuguesas, 5 galegas, 2 do Brasil e 1 de Cabo Verde. O festival estreia a 24 de Abril, às 21h30, no auditório da Biblioteca Almeida Garrett, com a peça “Mas era proibido roer os ossos”, da companhia de teatro CalaFrio da Guarda.

Segue-se, às 23h00, no mesmo espaço, uma performance de homenagem ao Dia da Liberdade, em alusão às comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, para a qual são convidadas 40 personalidades teatrais que vão ter 1 minuto para louvar a madrugada que há tanto tempo era esperada.

Depois de estar concentrado nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, o Fazer a Festa desloca-se para Matosinhos, de 2 a 4 de Maio, onde vão ser realizados espectáculos de rua em locais como o parque Basílio Teles, a praia do Titan ou o mercado municipal.

O director destacou que estão previstas sessões de teatro para crianças, mas revelou que estar a sentir dificuldades pois as escolas lutam com falta de auxiliares e verbas para deslocações.
Para já estão inscritas cerca de 500 crianças mas o Teatro Art'Imagem diz ter capacidade para receber mais do dobro. O programa inclui o lançamento do livro “Teatro para crianças, teatro para todos” de Teresa Duarte, no dia 2 de Maio, seguindo-se um debate com o tema "A Situação do Teatro para a Infância e Juventude em Portugal".

O Fazer a Festa encerra a 4 de Maio com o debate "Como pode o teatro cavalgar a onda das indústrias criativas?", numa organização conjunta do Teatro Art'Imagem e da Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas.

A entrada para os espetáculos terá um preço entre os 3 euros (para crianças e público com descontos) e os 5 euros (para o público em geral).